Chakras: como os canais do corpo sutil influenciam nosso corpo físico

August 23, 2018

 

Nas aulas de yoga são comuns os questionamentos sobre como equilibrar os chakras, os centros de energia de nosso corpo. Para isso, vamos conceituar o que são esses pontos e como eles atuam em nosso corpo físico.

 

Os chakras (do sânscrito “roda”, “disco” ou “círculo”) são pontos energéticos (ou centros eletromagnéticos) de nosso corpo sutil (não físico) que, junto com os canais de energia chamados nadí, cobrem todo o nosso corpo. É através deles que a força vital (prana) se move. A função dos chakras é captar, armazenar e distribuir o prana,  para que possamos desenvolver nossa consciência. Esse é o conceito da fisiologia sutil na perspectiva yogi, onde afirma-se que vamos muito além de nossa dimensão material. 

 

Energia é tudo o que vibra (luz, som, água...) e o nosso corpo também é energia. Para viver, precisamos da energia vital que pode ser adquirida pela luz solar, pelos alimentos, pela água, pelo ar. Essa força vital, o prana, pode ser manipulada por meio de exercícios psicofísicos que trabalham nossa energia e consciência. O corpo humano seria um microcosmo que contém todos os aspectos do macrocosmo. Nas antigas filosofias indianas há descrição detalhada desses conceitos, como na filosofia Samkhya: para que o universo se reproduza nesse plano é preciso de um corpo onde purusha (o espírito imanifesto) se une a prakriti (o princípio da atividade material). Nos Vedas, o corpo humano é constituído de corpos superpostos: físico (corpo), sutil (mente) e causal (equilíbrio). Seriam campos vibratórios que acolhem a alma.

 

É no corpo sutil que estão os chakras por onde se trabalha o prana que anima o corpo físico. Além dos sete principais chakras (fala-se em um total de 10 mil chakras em nosso corpo), temos os canais nadí (do sânscrito “movimento” ou “corrente”) que seriam em número incontável distribuídas em nosso corpo sutil, mas três são importantes para o yoga: idá (narina esquerda), pingalá (narina direita) e sushumná (conduto central dentro da espinha em que estão os sete chakras).

 

Os chakras tem forma semelhante a de uma flor com várias pétalas, por isso na literatura oriental são chamados de padma (flor de lótus). No tantra, antiga tradição indiana de práticas rituais, acredita-se na energia kundalini, localizada na base da coluna vertebral, que deve ser despertada para alcançar a iluminação espiritual. Esse despertar seria resultado de profunda meditação, iluminação e êxtase.  A energia subiria do chakra da base, Muladhara, pelo canal central até chegar ao chakra da coroa, Sahasrara, no topo da cabeça. Em termos físicos, há uma sensação de corrente elétrica ao longo da coluna vertebral.

 

Ao concentrar-se e meditar sobre um chakra específico, a energia sutil entra no canal central e, a partir daí, pode-se realizar ações específicas. Por exemplo, a concentração no Anáhata, o chakra do coração, desenvolve-se a compaixão, o perdão, a paz e a harmonia. Quando os chakras estão em desequilíbrio energético há sentimentos de insatisfação. Todo o processo do yoga serve para a ativação e o equilíbrio desses pontos sutis, como as posturas, a verbalização de mantras, a respiração consciente, os mudrás (gestos das mãos) e bandhas (contrações de determinadas partes do corpo).

Os ensinamentos do yoga atribuem aos sete chakras qualidades específicas, como cor de influência, elementos e bija mantras, além da relação com glândulas endócrinas.

 

 

 

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