Como se preparar para o yoga?

February 8, 2018

Somos divinos em nossa natureza e podemos superar as ilusões e limitações nas quais estamos envolvidos, mas nem todos se despertam para esta busca – que deve ser natural e jamais forçada por outros. Em um momento da vida, alguns irão perceber que as aflições e questionamentos não obtêm respostas na educação tradicional que recebemos. É quando voltamos para dentro de nós e procuramos a realidade oculta. Afinal, o que somos senão seres divinos, ou seja, de acordo com a filosofia yogui, parte do Absoluto? Por isso, o indivíduo, por meio de seus próprios esforços, pode explorar reinos internos da mente e da consciência. É aí que entra o yoga. Entretanto seria ingênuo afirmar que a solução dos problemas pode ser alcançada com facilidade.

 

 

 

A técnica do yoga precisa atender diferentes indivíduos e temperamentos, em diferentes estágios de desenvolvimento espiritual. Quando o aspirante quer realmente buscar a solução, pode começar do ponto onde estiver. A medida que a mente se purifica, por meio da autodisciplina, a luz de buddhi (intuição) começará a brilhar. E como purificar a mente? Os princípios do equilíbrio mental, chamados yama e niyama, tratam de como lidar com o mundo e consigo mesmo. Enquanto yama diz o que deixar de fazer, niyama orienta para ações que devemos desenvolver positivamente.

 

Os princípios de Yama:

Ahimsa - a não-violência, mas que considera também não ferir o outro com palavras;

Satya - pode ser resumida em “não mentir”, mas significa mais que isso, guiar todo o pensamento e ação com o espírito do bem-estar;

Asteya -  não roubar, ou seja, abster-se de tomar física ou intelectualmente o que pertence a outras pessoas, ou privar-lhes o que é de direito, como o conhecimento;

Brahmacharya - sentir o valor e a bondade nos outros, afinal, todos temos a divindade dentro de nós; e por último;

Aparigraha - não acumular coisas supérfluas, o desapego.

 

Os princípios de Niyama:

Saucha - manter a limpeza do corpo e da mente;

Santosha - manter-se em estado mental de equilíbrio e contentamento;

Tapas - realizar serviços sem interesse próprio, como ajudar ao próximo;

Svadhyaya  - Estudar as escrituras espirituais, o que poderíamos traduzir como buscar o conhecimento;

Ishavara pranidhana - buscar a meditação.

 

Estamos constantemente expostos a perturbações e sofrimentos como doenças, empobrecimento, perdas e mortes, mas não estamos conscientes disso porque falta-nos o discernimento. Nossa absorção mental pelas conquistas materiais nos impede de ver a origem de tudo isso. Falta-nos viveka (discernimento espiritual) e estamos absortos em avidya (ignorância) que nos impede de perceber a nossa natureza real. Mas como o yoga pode ajudar a tudo isso?

 

O primeiro passo é buscar o controle exterior, como reagimos ao ambiente externo, para poder desenvolver o controle interno de nossa mente. As posições “físicas” do yoga, ou seja, os ásanas, servem para eliminar as perturbações que o corpo físico causa à mente. Os longos períodos de postura tornam-no insensível as variações externas do ambiente, assim a mente fica livre de perturbações e prepara o corpo para receber a energia vital e a abstração dos sentidos que nos leva a penetrar no interior da mente. Quando dominamos as correntes prânicas (respiração) podemos despertar a kundalini (energia cósmica) e estabelecer a conexão da consciência do plano físico com a dos corpos astral e mental. O verdadeiro propósito da evolução humana é desenvolver um indivíduo auto iluminado.

 

 

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